Senador questiona imparcialidade de Gilmar Mendes e defende inocência do deputado cearense
O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) agradeceu publicamente o apoio recebido do senador Cid Gomes (PSB-CE), que se manifestou em defesa do parlamentar após seu envolvimento na investigação da Polícia Federal sobre o suposto desvio de emendas parlamentares e compra de votos no Ceará. A manifestação foi feita na noite da quarta-feira, 16, por meio de publicação nas redes sociais.
“Agradeço ao senador Cid Gomes pelo apoio e pela confiança no meu trabalho e na minha conduta. Um gesto que muito me honra”, afirmou Júnior Mano.
Cid Gomes questiona atuação do STF
Durante coletiva de imprensa, Cid Gomes declarou que sua “intuição diz que Júnior Mano é do bem” e criticou a condução do processo por parte do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo inclusive que o magistrado deixe a relatoria do caso por suspeição.
O processo está sob sigilo judicial e faz parte da operação Underhand, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro com uso de emendas parlamentares. Júnior Mano é apontado como “figura estruturante” da organização criminosa, segundo relatório da PF.
Deputado mantém pré-candidatura ao Senado
Cotado para disputar uma vaga no Senado em 2026, Júnior Mano reforçou seu compromisso com o Estado e disse estar confiante no resultado das investigações. “Tenho recebido inúmeras mensagens de carinho que só reforçam minha determinação de trabalhar mais pelo Ceará”, destacou o deputado.
Mano é considerado o nome preferido de Cid Gomes para a sucessão no Senado, e o apoio público do senador reforça a posição política do parlamentar, mesmo em meio às investigações. Nos últimos meses, Cid tem feito aparições públicas ao lado de Mano, fortalecendo a parceria entre os dois.
Investigação da PF segue em curso
Na semana anterior, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no apartamento funcional de Júnior Mano, em Brasília, e em residências no Ceará. A operação também incluiu o gabinete do deputado na Câmara dos Deputados. Os agentes permaneceram no local por cerca de seis horas.
Apesar das investigações, Júnior Mano nega qualquer envolvimento com práticas ilícitas e afirma que as emendas foram aplicadas legalmente, com fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU).



