Ceará deve registrar chuvas irregulares e abaixo da média em janeiro de 2026, aponta Funceme

Previsão indica má distribuição das precipitações e influência de fenômenos climáticos no Estado

O Ceará deve enfrentar um mês de janeiro de 2026 marcado por chuvas irregulares, mal distribuídas e com volumes abaixo da média histórica, conforme previsão divulgada pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De acordo com o órgão, o cenário climático do primeiro mês do ano tende a apresentar longos períodos de tempo seco, com ocorrências pontuais de precipitações fracas em algumas regiões.

Segundo o calendário climatológico da Funceme, a média histórica de chuvas em janeiro no Ceará varia entre 66,37 milímetros e 133,24 milímetros, com valor médio próximo de 99 milímetros. A expectativa para 2026, no entanto, é de acumulados inferiores a esse padrão, especialmente devido à atuação limitada de sistemas atmosféricos que costumam favorecer as chuvas neste período.

Tempo seco deve predominar na primeira quinzena

A previsão aponta que o tempo seco deve se estender até o dia 15 de janeiro, com baixa ocorrência de chuvas em grande parte do território cearense. Entre os dias 16 e 20, há possibilidade de chuvas fracas e isoladas, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), sem expectativa de volumes significativos.

O diretor técnico da Funceme, Francisco Júnior, explica que esse comportamento climático deve resultar em grande variabilidade espacial. Enquanto algumas áreas podem registrar precipitações pontuais, outras devem permanecer vários dias consecutivos sem chuva, reforçando o caráter irregular do período.

Atuação reduzida de sistemas atmosféricos influencia cenário

Entre os fatores que contribuem para o cenário atual está a baixa atuação dos Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCANs), sistemas atmosféricos comuns nos meses de dezembro e janeiro e que costumam favorecer a formação de nuvens e chuvas no Nordeste. Atualmente, um desses sistemas atua mais a leste da região, sem impacto relevante sobre o Ceará.

Outro fator destacado pela Funceme é o aquecimento acima da média do Oceano Atlântico Norte, que dificulta a formação de áreas de instabilidade e reduz o potencial de chuvas no Estado.

ZCIT permanece afastada do Ceará

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas chuvas da quadra chuvosa no Ceará — que ocorre entre fevereiro e maio — também se encontra em uma posição desfavorável. Segundo a Funceme, a ZCIT permanece mais ao norte do que o esperado para este período de pré-estação chuvosa, o que limita sua influência sobre o Estado.

Francisco Júnior ressalta que, apesar das temperaturas elevadas aumentarem a preocupação com eventos extremos, uma avaliação mais precisa sobre esse tipo de ocorrência deve ser feita com o início efetivo da quadra chuvosa.

Previsão do tempo até o dia 7

Até a quarta-feira (7), a previsão indica céu variando de parcialmente nublado a poucas nuvens, com baixa possibilidade de chuva fraca, isolada e de curta duração em áreas do Litoral de Fortaleza, Maciço de Baturité, Litoral do Pecém e Litoral Norte.

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