Alimentação saudável e inovação no cardápio

O município de Guaramiranga, localizado no Maciço de Baturité, se destacou como o primeiro do Ceará a incluir cogumelos shimeji na merenda escolar da rede pública. A iniciativa, promovida pela Prefeitura Municipal, integra o programa de alimentação escolar com foco na nutrição equilibrada e sustentabilidade, oferecendo aos alunos um alimento funcional, rico em proteínas, fibras, vitaminas e minerais essenciais.

A introdução do shimeji nas refeições infantis vai além da inovação no cardápio. O cogumelo é conhecido por fortalecer o sistema imunológico, contribuir para o metabolismo energético e favorecer o desenvolvimento saudável das crianças — aspectos fundamentais para o rendimento escolar e o bem-estar dos estudantes.

Incentivo à economia local

A proposta também impulsiona a produção agrícola local, com os cogumelos sendo cultivados por pequenos produtores da região serrana. Segundo a gestão municipal, a parceria entre escolas e agricultores cria uma cadeia sustentável, valorizando o trabalho rural e estimulando o comércio interno. Essa integração entre campo e escola representa um modelo de economia solidária e consciente, alinhado aos princípios da agricultura familiar.

Compromisso com a Merenda Saudável

A iniciativa está em conformidade com a Lei Estadual da Merenda Saudável, sancionada em 2025, que determina a retirada gradual de alimentos ultraprocessados das escolas até 2027. Ao incluir o shimeji antes mesmo do prazo legal, Guaramiranga se posiciona como referência em responsabilidade alimentar e inovação nas políticas públicas de nutrição escolar.

“Estamos cuidando da alimentação das nossas crianças com o mesmo zelo que cuidamos da nossa cidade”, afirmou a prefeita Ynara Mota, destacando que a ação reflete o compromisso da gestão com o bem-estar e a qualidade de vida da população.

Exemplo para o Ceará

Com a iniciativa, Guaramiranga reforça sua imagem de município voltado à sustentabilidade, educação e saúde, inspirando outras cidades cearenses a adotarem práticas semelhantes. O projeto mostra que é possível aliar sabor, nutrição e desenvolvimento local em uma única política pública, beneficiando tanto os estudantes quanto os produtores rurais.

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