Com 2.097 transplantes em 2025, Ceará supera registro do ano anterior

O Ceará registrou, ao longo de 2025, um total de 2.097 transplantes de órgãos e tecidos realizados na rede estadual de saúde. O número representa um crescimento aproximado de 1,8% em relação a 2024, quando foram contabilizados 2.060 procedimentos, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). O resultado reforça o avanço das políticas públicas voltadas à doação e ao transplante de órgãos no território cearense.

Entre os procedimentos realizados, os transplantes de córnea lideram com ampla diferença. Ao todo, foram 1.371 transplantes desse tipo em 2025, mantendo o Ceará como um dos estados de destaque nacional nesse segmento. Em seguida, aparecem os transplantes renais, com 264 registros, sendo 244 realizados com doadores falecidos e 20 com doadores vivos.

Além desses, o balanço da Sesa aponta a realização de 242 transplantes de fígado, 23 de coração e três de pulmão. O Estado também contabilizou 113 transplantes de medula óssea autólogo, 50 de medula óssea alogênico, 25 transplantes de esclera e cinco de válvula cardíaca. Os números demonstram a diversidade e a complexidade dos procedimentos realizados na rede pública estadual.

De acordo com a Secretaria da Saúde, o crescimento está diretamente relacionado à Política Estadual de Doação e Transplante do Ceará, instituída em 2022. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso da população aos transplantes, além de fortalecer o Sistema Estadual de Transplantes, com investimentos em estrutura, capacitação de profissionais e integração entre hospitais e centrais especializadas.

Para a orientadora da Célula do Sistema Estadual de Transplantes (Cetra) da Sesa, Eliana Barbosa, os resultados refletem o empenho de toda a rede envolvida no processo. Segundo ela, os dados evidenciam não apenas o trabalho técnico dos profissionais de saúde, mas também a importância da solidariedade das famílias doadoras, fundamentais para que os transplantes se tornem possíveis e garantam mais qualidade de vida aos pacientes.

O processo de doação e transplante no Ceará segue as diretrizes nacionais. Conforme o Ministério da Saúde, a doação de órgãos e tecidos no Brasil só ocorre mediante autorização da família do potencial doador. Por isso, é fundamental que a pessoa manifeste em vida o desejo de ser doadora e comunique essa decisão aos familiares.

Após a confirmação da morte encefálica e a devida comunicação à família, o caso é notificado à Central de Transplantes. A equipe realiza a entrevista familiar para solicitar o consentimento e, em caso de autorização, inicia-se o processo de captação e distribuição dos órgãos. A alocação é feita por meio do Sistema Informatizado de Gerenciamento (SIG), responsável por organizar a logística, o transporte e o acompanhamento dos transplantes realizados.

Os números de 2025 reforçam o papel do Ceará como referência nacional na área de transplantes e destacam a relevância das políticas públicas e da conscientização da população sobre a doação de órgãos.

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