Programa habitacional contribui para reduzir déficit rural e aquecer a economia local
O programa Minha Casa, Minha Vida Rural (MCMV-Rural) irá beneficiar 11 municípios cearenses com 509 novas unidades habitacionais em 2025, conforme autorizações publicadas no Diário Oficial da União. A iniciativa faz parte do esforço de retomada do programa desde 2023 e já contabiliza 52 projetos contratados no estado, somando mais de 2 mil residências em áreas rurais.
A proposta atende agricultores familiares e trabalhadores rurais com renda anual de até R$ 31.680, classificados na Faixa Rural 1. A moradia pode ser subsidiada com recursos do Orçamento Geral da União, sem financiamento direto para o beneficiário.
Municípios beneficiados e processo de contratação
A Caixa Econômica Federal, agente financeiro responsável, confirmou que as autorizações indicam que a documentação enviada pelas entidades organizadoras foi aprovada. Com isso, os contratos poderão ser assinados com as famílias selecionadas.
Os municípios contemplados incluem localidades com alto déficit habitacional rural, como Morada Nova, Cascavel, Fortim, Amontada e Jijoca de Jericoacoara. Nesses locais, mais de 80% das residências não possuem ligação com sistema de esgoto ou acesso regular à água tratada, segundo dados do IBGE.
Impacto econômico e social
De acordo com João Mário de França, economista da UFC, o programa contribui para dinamizar a construção civil e fortalecer a economia regional, gerando empregos, aumento da renda e movimentação do comércio. Além disso, a construção das unidades impulsiona a arrecadação municipal, possibilitando mais investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
Patriolino Dias, presidente do Sinduscon-CE, destaca que o MCMV-Rural oferece ao interior os mesmos benefícios das grandes cidades, com juros reduzidos e subsídios acessíveis. “É uma ferramenta de equidade social e de desenvolvimento econômico”, pontua.
Como participar do programa
Para se candidatar, a família deve procurar uma entidade organizadora (pública ou sem fins lucrativos), apresentar documentos como CAF, DAP ou comprovante de renda rural, e participar de reuniões e processos seletivos locais. A entidade habilitada é responsável por apresentar a proposta, gerenciar as obras e acompanhar a execução até a entrega das moradias.



